PENSAMENTO E DIFERENÇA



PENSAMENTO E DIFERENÇA - Sobre as bases éticas da responsabilidade intelectual radical

Ricardo Timm de Souza


Introdução – os imperativos científicos e éticos da responsabilidade intelectual



         Os extremos desafios científicos e éticos da contemporaneidade recolocam o intelectual, pesquisador, produtor de textos, o cientista[1], enfim, na ingrata posição de ter de, continuamente, auto-justificar-se. Se época houve em que a “Ciência” era sua própria justificativa e instância maior de legitimação, era tudo o que o cientista necessitava para seguir trabalhando, seu anjo da guarda e sua boa consciência, esta época já é de muito passada. Que tal fato de extrema relevância seja por muitos ignorado, nada prova senão o desconhecimento da posição exata da responsabilidade que assumem em suas tarefas - pois falar hoje em algo como uma “ciência neutra” é, no mínimo, uma ofensa a qualquer inteligência lúcida, especialmente a das novas gerações, que percebe com mais clareza aonde uma tal crença tem levado a humanidade. Tal como o que se diz “apolítico” já tomou uma posição política extremamente clara, o que se diz “cientista neutro” - figura encontrável em todos os campos da cultura, da ciência, da literatura, da universidade (sem falar naturalmente nas infinitas instâncias burocráticas) - tomou uma posição “científica” extremamente clara: a de fantoche de interesses maiores que se utilizam desta retórica para a consecução de seus objetivos nada neutros. E discutir novamente tal situação - ou confiar nos automatismos de pesquisas meramente qualitativas e “funcionalistas” - não é apenas um ato profundamente temerário em termos do que de melhor se pode esperar da academia: é também, depois da longa querela do “Positivismusstreit”, uma redundância e uma perda de tempo de conseqüências nefastas e imprevisíveis[2].
         Assim, a articulação entre a atividade intelectual e a consciência do sentido e do peso desta atividade – a responsabilidade que a acompanha – são exigidas por dois imperativos de diferente ordem mas de igual incisividade, sem os quais nenhum trabalho intelectual pode ser desenvolvido hoje em dia. Em primeiro lugar, um imperativo científico, que poderíamos chamar de “imperativo científico da prudência”, baseado na própria estrutura de construção do conhecimento contemporâneo, que tem de integrar o variável, o complexo, o imponderável, o indeterminado – em uma palavra, o relativo e o verdadeiramente qualitativo – ao próprio corpo de conhecimentos adquiridos/construídos. Sem tal cuidado, estaríamos ainda nos alvores de uma modernidade ingênua, que presumia poder alçar-se, pelo simples ímpeto do logos científico-positivista, por acima das contingências reais – uma modernidade ainda não provada pela consciência dolorosa mas excitante da própria finitude do pensamento e da infinita variedade da própria realidade, que assoma à consciência que percebe que, por maior que seja o potencial intelectual investido em uma questão, este potencial provém de uma posição particular, de apenas uma dimensão de referência, e que as generalizações simplesmente não mais se podem dar com a naturalidade e despreocupação de alguns séculos, ou décadas, atrás.
         Em segundo lugar, e sustentando o imperativo científico da prudência, temos algo como um “imperativo ético radical”, sem o qual o indiferenciado das ações conduz a humanidade a riscos apreciáveis e mesmo extremos, como a autodestruição. Os exemplos da ausência deste imperativo ético original são visíveis ao excesso e qualquer criança os conhece, ao ver fotos de campos de concentração nazistas ou modernos, os efeitos do napalm no Vietnã, os do mercúrio em Minamata e as conseqüências da lida com agrotóxicos no interior de diversos estados brasileiros (elementos aparentemente tão diversos entre si), entre muitíssimos outros exemplos, todos exemplos executados com refinada perspicácia e técnica científica: pois é desta ausência de uma base ética inamovível – ausência “elevada” ao nível de “metafísica do consumo infinito”[3] - que decorrem o caos e as formidáveis ameaças sócio-ambientais que assombram as boas consciências e podem vir a simplesmente inviabilizar o futuro da terra.



A responsabilidade intelectual como base necessária de toda e qualquer atividade intelectual


É absolutamente primordial, portanto, que o tema da responsabilidade do intelectual – quando por “intelectual” entendemos, aqui, aquela pessoa que tem na investigação abalizada dos diversos campos da ciência e da vida humana sua tarefa precípua, sua vocação e sua profissão - tem de ser reiteradamente acentuado, sempre re-proposto, desde o impulso dos dois indeclináveis imperativos acima referidos. Esta é a primeira, a mais difícil e decisiva tarefa intelectual do intelectual: encontrar-se consigo mesmo, com suas origens, com seus ideais e suas intenções, ou melhor, reencontrar-se no sentido profundo das tarefas que tomou para si em meio à fragmentação e complexidade do mundo no qual é gerado e, no dizer de Sartre, do qual faz parte[4]. Sem este passo decisivo, todos os passos ulteriores são por demais periclitantes, excessivamente automáticos e se baseiam em uma precariedade muito perigosa. Este intelectual dificilmente terá condições de enfrentar com sucesso o turbilhão de exigências que cercam sua atividade tão necessária e “perigosa”; é possível que se perca em meio à debilidade de suas reais convicções e se torne, ainda que contra sua vontade e seus interesses maiores, também um fantoche de “forças ocultas” que acabam por seqüestrar seu potencial criativo, “neutralizando-o” em um todo bem-ordenado.
E isto porque a questão é sobremaneira complexa. Entendemos com relativa facilidade que, sem responsabilidade ética e científica, não são concebíveis uma ciência e uma tecnologia humanamente relevantes; já bem mais difícil se torna a questão de pensar a possibilidade de uma “proto-epistemologia ética”[5] (um desdobramento da radicalidade ética atrás referida) que possa sustentar uma responsabilidade ético-científica solidamente referenciada. Voltaremos a este assunto adiante.
Assim, este é o tema deste breve texto: examinar algumas condições de possibilidade que permitam que a noção de uma responsabilidade intelectual seja mais do que um termo vago que se ausenta do mundo das referências intelectuais exatamente quando mais se deveria fazer ali presente com todas as letras.
Em outros termos: se é absolutamente claro que a responsabilidade ético-científica deveria necessariamente subjazer a toda e qualquer atividade intelectual, por que se dá que esta responsabilidade não ultrapassa, muitíssimas vezes, o nível de um ideal ou de uma vaga idéia reguladora, bem distante do que acontece no mundo dos fatos reais onde se desenrolam as atividades dos cientistas e intelectuais?


O grande universo cultural da contemporaneidade: traços relevantes


         Para que nos aproximemos de um esboço de resposta à importante questão acima proposta, ou, ao menos, para que tal questão seja adequadamente percebida, faz-se mister uma certa investigação em um outro nível, mais aprofundado, de especulação. As parcialidades desconexas não são suficientes, de um modo geral, para que se possa perceber de que estas parcialidades desconexas estão desconectadas e porque são, exatamente, desconexas.
         O pressuposto para mergulharmos a fundo nesta questão é compreendermos minimamente o momento de tensão civilizatória em que vivemos e sobrevivemos presentemente. Para tal, não são suficientes leituras excessivamente parcializadas ou unilaterais de um determinado aspecto da cultura, mas, exatamente, faz-se necessário que saibamos trespassar a massa variada dos fatos culturais com nosso poder crítico para que nossa crítica assuma um mínimo em organicidade. Não é suficiente um corte histórico parcial; apenas levando em consideração o conjunto da história do Ocidente em seu desenvolvimento real podem se tornar evidentes aqueles elementos efetivamente decisivos para uma certa compreensão do dilema civilizatório que ora vivemos.
         Desenvolvemos alhures este tema, de forma algo detalhada[6]; neste momento, cumpre destacar apenas alguns elementos imprescindíveis para a compreensão do conjunto de problemas com o qual nos debatemos.
         O século XX correspondeu a um constante processo de desarticulação e crescente atrofia de seguranças e certezas multicentenárias e até mesmo milenares. Desde pelo menos meados do século XIX, não há um só campo da ciência, da arte e da cultura em geral que não esteja sofrendo de um processo mais ou menos lento porém inelutável de corrosão de dogmas científico-positivistas ou iluministas que haviam sido repositórios de imensas esperanças[7]. O arco francamente positivista das luzes, das ciências e dos descobrimento inicia seu declínio ainda antes, já ao fim do século XVIII – e talvez este início de declínio corra paralelo ao início da revolução industrial, em uma aproximação bem mais do que meramente incidental. Trata-se, segundo a leitura que compartilhamos com muitos críticos da modernidade, simplesmente da outra face desta mesma modernidade; o que significa dizer que, sem que se compreenda este declínio, também não se compreende a modernidade. Em outras palavras, em uma leitura ampla de corte histórico-cultural, sem que se compreenda o que pode ter significado e vêm significando as obras de intelectuais tão diversos e de tantas áreas diferentes como Marx, Freud, Darwin, Kierkegaard, Schopenhauer, Rosenzweig, Wittgenstein, Benjamin, Cantor, Heisenberg, van Gogh, Franz Marc, Paul Klee, Kokoschka, Picasso, Ibsen, Baudelaire, Joyce, Kafka, Thomas Mann, Proust, Debussy, Mahler, Schönberg – para lembrar apenas alguns exemplos dentre os mais importantes – é impossível compreender-se tanto a gênese da modernidade quanto seu processo de desagregação e conseqüentemente o sentido de seu ocaso anunciado.
         Não cabe aqui o detalhamento desta tese, o que temos feito ao longo de muitos de nossos trabalhos. O que é relevante no contexto da presente discussão é que “algo”, alguma coisa, uma bem determinada dimensão histórica-intelectual central está em cheque – e não é qualquer dimensão acessória da vida humana, mas uma dimensão fundamental de seu processo de auto-compreensão racional-moderna – e isto como fruto da crítica dos autores acima arrolados e de muitos outros, mas também devido à insuficiência congênita de suas próprias bases de inteligibilidade e auto-afirmação.
        

Uma hipótese para a compreensão dos dilemas maiores da contemporaneidade (incluindo o paradoxo de uma responsabilidade intelectual sempre promulgada e poucas vezes consistente)


         Temos, ao abordar fenômenos de uma imensa complexidade, de partir de uma dimensão específica que abra perspectivas reais para a compreensão do sentido em que se movem as inquietações de que tratamos. Trata-se de um dado elementar: a realidade só nos interessa enquanto nela podemos perceber sentido de realidade.
         Qual é o sentido evolutivo e dinâmico que subjaz ao desenvolvimento da modernidade? Esta é a questão fundamental. Ela permite simultaneamente uma aproximação do que realmente interessa em termos de história: os fatos concretos, e permite o avançar de uma hipótese compreensiva inicial.
         O sentido da evolução da modernidade é, grosso modo, uma sofisticação do sentido do desenvolvimento do logos ocidental muito mais antigo: a obsessão identificante-unificante do conceito poderoso[8]. A unidade que reduz a diferença real à diferença meramente lógica, ou melhor, a dinâmica desta unificação e desta redução, dá-se na modernidade tanto quanto em qualquer outra época da história ocidental: uma história de Totalidade em processo, um processo de totalização.
         Isto explica porque grandes conquistas da modernidade, como o dogma da “igualdade” entre os seres humanos que tem origem no pensamento que culmina na Revolução Francesa, haverá de, simultaneamente, realizar-se em sua formalidade jurídica e proferida na medida exata em que não pode se realizar no factum do encontro real com a diferença concreta, sob pena de destruir a própria lógica de um ideário de referência qualquer: permanecer sempre simultaneamente acessível e inacessível, de forma que as forças de totalização possam ocupar o espaço de indeterminação que “pertence”, originalmente, à Diferença enquanto tal.
         De fato, isto explica que o pensamento e as idéias e concepções de mundo, que nascem todas, sem absolutamente nenhuma exceção, do choque da diferença (pois, caso assim não fosse, teríamos apenas a onisciência e a onipresença), têm de se apressar em “domesticar” esta Diferença, para que ela não se dê como o elemento desestruturante por excelência de toda identidade. E isto acontecerá, obviamente, também nos níveis das responsabilidades intelectuais correntes, tradicionalmente compreendidas: temos responsabilidades éticas promulgadas no sentido da salvaguarda da terra, dos animais e plantas, dos seres humanos, do Outro; mas, antes de tudo, temos responsabilidades para com as energias motivacionais básicas de onde provêm nossa linguagem, nossa ciência, nossa concepção de mundo, nossas certezas e seguranças: o processo de totalização no qual estamos todos inseridos. E é por isso que, em qualquer nível e em qualquer instância, em todos os momentos e em meio a todas as boas intenções, sempre há alguns que são mais iguais que outros, apesar de todos serem formalmente “iguais”: não se trata de uma questão de conceito, mas de realidade.


A responsabilidade intelectual como uma “proto-epistemologia” ética


         Porém, como vimos acima, a modernidade entra em crise; e em todos os exemplos destacados mais ou menos arbitrariamente que acima arrolamos, palpita uma mesma inquietação: um encontro anunciado ou vivido com a Diferença real e não meramente lógica, um trauma. Parece mesmo o século XX haver sido o mais traumático de todos os séculos; fatos históricos bem o comprovam[9]. Mas o trauma mais onipresente é também o menos facilmente encontrável: trata-se do traumatismo que acontece quando a Diferença real rompe as estruturas auto-identificantes do logos onipotente e o relativiza. É este o momento em que vivemos e sobrevivemos. É este, precisamente, o contexto que exige um estatuto completamente novo de responsabilidade intelectual, sem vícios formalizantes e promulgações rapidamente neutralizáveis por uma energia maior e mais violenta.
         Erigiu-se, na modernidade, a igualdade formal como base racional abstrata do desenvolvimento da racionalidade aplicada, inclusive da ciência e da técnica. Uma árdua conquista, sem dúvida, que muito contribuiu em campos, temas e espaços específicos. Mas a igualdade formal encontra-se em processo acentuado de falência: cada vez mais os mais iguais são mais iguais que os Outros. O arco da modernidade se fecha, e os dilemas gritam e exigem respostas que o passado não pode dar, pois o passado confia excessivamente nas formas e estas se contraem e dilatam de acordo com vontades poderosas. Parodiando Camus, e em oposição à Razão toda-poderosa do otimismo da modernidade, “a cada razão se pode opor outra razão”. Diríamos ainda: não só se pode, como se deve, urgentemente.
         Falar em responsabilidade intelectual ignorando esta dinâmica é expor-se a contradições éticas de fundo e irresolúveis. A responsabilidade intelectual (formal) pela garantia da manutenção da igualdade (formal) garante apenas e nada mais a igualdade dos iguais com seu corolário de des-igualdades, como as leis da Pólis garantiam os direitos dos cidadão, e apenas deles. Em outros termos, as igualdades formais asseguram a formalidade da Diferença, o que aqui significa: sua inocuidade em termos concretos, os termos exigidos pelos dilemas humanos reais.
         Há, portanto, que rever o estatuto da responsabilidade intelectual frente às exigências especiais dos novos tempos. A Diferença, de acordo com a lucidez a que o século XX nos obrigou, não é meramente pensada, formal, lógica, neutralizável, folclórica, como parecem pensar certos autores: ela é a própria condição de a realidade ser real[10]. É preciso que se perceba que as separações metodológicas, válidas quiçá em campos particulares e em termos operacionais, em nada auxiliam a compreensão do essencial que exige crescentemente visibilidade.
         E o essencial significa a superação das meras formalidades: o estatuir de um universo compreensivo para além das precariedades da fragmentação, sem porém recair nos delírios da totalização. Este estatuir, esta fidelidade às necessidades mais prementes da dignidade sócio-ambiental, é de extrema complexidade, e tarefa para muita gente e muito tempo. Mas o que aqui nos concerne é o influxo desta necessidade na própria raiz da atividade intelectual e científica.
         É possível que se pense, na esteira destas exigências, como acima sugerimos (porém agora em outro nível) em uma condição de “proto-epistemologia ética” prévia a toda e qualquer epistemologia, a toda teoria científica e a todo fazer acadêmico e científico. Trata-se de uma base “pré-original”, de anterioridade real, a partir da qual (e somente a partir da qual) se pode erigir um fazer intelectual que se aproxime das exigências dos novos tempos - uma “responsabilidade intelectual” que não se acrescente, por mero pudor, ao conjunto maciço do conhecimento e de suas conseqüências, mas que lhe seja antes prévio e sustentador. Esta nova responsabilidade intelectual não é manobrável, por sutilezas do pensamento, em sua anterioridade ética, mas condição de todo e qualquer pensamento. Trata-se de uma fidelidade à Diferença.
         E este não é um dado retórico: tal como não é possível que dois interlocutores conversem sobre algo se um deles matar antes o outro, ou uma bomba explodir entre eles antes da conversa programada: o fato de não terem acontecido mortes é uma decorrência de um agir ético fundante, não pode ser concebida uma idéia de responsabilidade intelectual sem que a Diferença esteja em sua origem: um agir ético-intelectual fundante. Sem isto, ou por ignorar isto, os dilemas da ciência convergem para a tautologia do poder, suas justificações e resistências desesperadas a tais justificações. Responsabilidade intelectual significa: respeito primigênio pela Diferença real.


Conclusão: da igualdade formal à diferença real


         A era das igualdades formais cede crescentemente espaço, por esgotamento, a uma era das Diferenças reais. Este não é uma dado acessório no mundo do espírito, mas o indicativo maior de uma imensa transposição civilizatória. Suas conseqüências são inúmeras e imensas; ao cientista, ao intelectual, cumpre evitar a tentação confortável de modelos em vias de esgotamento completo ou já perfeitamente obsoletos, através de uma responsabilidade intelectual primordial. Esta responsabilidade intelectual primordial, que pretende acompanhar a emergência de novos paradigmas e mesmo de novos horizontes de pensamento[11], significa a responsabilidade ética pela Diferença que se antepõe ante tudo pela dignidade do vivo e do humano. Já se tem dito e justificado - como o filósofo Emmanuel Levinas - ser a ética a filosofia primeira; cumpre agora também, em fidelidade às exigências cruciais dos novos tempos e das novas gerações, conceber a ética como a ciência primeira, ou como o fundamento de toda a ciência concebível. No ousar assumir tal concepção pode se dar a Diferença, a diferença entre a tautologia da totalidade esgotada, violenta e finalmente suicida, e a possibilidade de que o tempo que todos somos assuma a face do futuro com que todos somos vocacionados a sonhar.


2000



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[1] Chamamos aqui “cientista”, em um sentido muito ampliado do termo, a todo aquele que exerce atividade intelectual e deve prestar contas, à sociedade e à academia, dos resultados de seu trabalho.
[2] Para uma visão muito abalizada, lúcida e não-sectária das grandes questões da sociologia do conhecimento, cf. o já clássico livro de Michael LÖWY As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen - Marxismo e Positivismo na Sociologia do Conhecimento, São Paulo, Cortez Editores, 1998, 6.Edição.
[3] Cf. nosso Texto “O fim da história, a totalidade rediviva e a metafísica do consumo infinito” in: SOUZA, Ricardo Timm de. Totalidade & Desagregação – Sobre as fronteiras do pensamento e suas alternativas, Porto Alegre, EDIPUCRS, 1996, p. 101-113.
[4] SARTRE, Jean-Paul. Em defesa dos intelectuais, São Paulo, São Paulo, Ática, 1994, primeira Conferência.
[5] Por “proto-epistemologia” entendemos aqui o sentido de situação ético original, que permite uma epistemologia responsável, no sentido do discernimento que tem de acompanhar o trabalho científico, anteriormente às proposições de teorias e que deveria justificar o sentido de qualquer investigação.
[6] Cf. nosso Ensaio “O século XX e a desagregação da Totalidade” in: SOUZA, Ricardo Timm de. Totalidade & Desagregação..., Op. cit., p.15-29. Ver também nossos livros Sujeito, Ética e História – Levinas, o traumatismo infinito e a crítica da filosofia ocidental, Porto Alegre, EDIPUCRS, 1999 e Existência em Decisão – uma introdução ao pensamento de Franz Rosenzweig, São Paulo, Perspectiva, 1999.
[7] Cf. “O século XX e a desagregação da Totalidade”, op. cit., p. 19-22.
[8] Cf. nosso Ensaio “Da neutralização da diferença à dignidade da Alteridade – estações de uma história multicentenária” in: SOUZA, Ricardo Timm de. Sentido e Alteridade. Dez Ensaios sobre o pensamento de Emmanuel Levinas.
[9] Cf. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos – o breve século XX, São Paulo, Cia. das Letras, 1997.
[10] Cf. nosso livro O tempo e a Máquina do Tempo, Porto Alegre, EDIPUCRS, 1998, última parte.
[11] Cf. PELIZZOLI, Marcelo L. A emergência do paradigma ecológico - reflexões ético-filosóficas para o século XXI, Petrópolis, Vozes, 1999.

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