CRISE, HISTÓRIA E TEMPORALIDADE




CRISE, HISTÓRIA E TEMPORALIDADE - ORIGENS E CONDIÇÕES DE UMA RECRIAÇÃO DE REFERÊNCIAS


Ricardo Timm de Souza

Introdução


“...Assim como as flores dirigem sua corola para o sol,
o passado, graças a um misterioso heliotropismo,
tenta dirigir-se para o sol que se levanta no céu da
história...”
Walter BENJAMIN[1]

Nesta situação de transição entre-séculos, nada mais necessário e justo do que encetarmos a cuidadosa construção de um painel avaliativo, o mais lúcido possível, da realidade presente – mesmo na consciência dos limites óbvios de um tal empreendimento. Em termos filosóficos, temos de realizar urgentemente um inventário deste século espantoso que foi o século XX - poderíamos, sem grandes receios, falar de um inventário dos salvados do século XX, do que se salvou apesar de tudo[2]. O que, certamente, nos poderia ajudar a preparar o inventário do milênio e, por extensão, de toda a história e de seu sentido.
O objetivo principal deste texto é, simultaneamente ao investigar de alguns elementos fundamentais para a compreensão da particularíssima situação transicional em que nos encontramos, desde o viés de um entrelaçamento entre certas concepções de historicidade e de filosofia, sugerir possibilidades de compreensão de um absolutamente necessário processo de recriação paradigmático (ou algo neste espírito, caso até mesmo a palavra “paradigma” seja inadequada no sentido de poder sintonizar corretamente a novidade[3]), que se estruture como alternativo em relação ao esgotamento de sentido de toda uma vastíssima tradição que chega aos limites de suas possibilidades[4]. A inteligibilidade de um abordar concreto desta verdadeira “transmutação civilizatória” - provavelmente uma condição de sobrevivência do próprio ser humano - alicerça-se metodologicamente, neste texto, por sobre três transições necessárias “menores”, explicitadas em seu devido tempo, e aqui tratadas como condições mínimas para a compreensão da transição maior: a)da negatividade da crise à frutificação do tempo crítico; b)do fim da história ao seu “início” e c)da formalidade-neutralidade temporal à temporalidade real.


A crise e o tempo crítico: o nascimento da filosofia


            Acostumamo-nos a conceber a noção de crise como a efetivação ou ameaça de alguma catástrofe maior ou menor; é assim que se lê normalmente este termo no dia-a-dia - e não são poucos os jornais que ganham com este medo, explícito ou sub-reptício, que a palavra “crise”, bombardeada diariamente em todos os níveis de comunicação, acende em nossos espíritos. Pois perceber que algo está em crise significa, no senso comum, ter de esperar dali algo de negativo, de decadente, de destruidor. O que pode desejar, quem “está em crise”, senão, exatamente, sair da crise, sobreviver a ela, superar os obstáculos quase intransponíveis que ela propõe?
            Esta leitura é, porém, apenas uma dimensão bastante parcial da realidade. Se formos às origens etimológicas deste termo - a krisis - poderemos perceber uma grande riqueza escamoteada pelas tonalidades alarmistas do dia-a-dia. Pois esta palavra tão assustadora provém do termo grego para “julgar”, romper com, avaliar, apreciar desde uma distância prudente. E aqui temos uma das chaves de compreensão do sentido real de uma crise verdadeira: ela coloca em cheque o estabelecido, se distancia da obviedade, desacostuma-se das razões tautológicas que se auto-definem e se auto-sustentam - ao mesmo tempo em que ajuda, deste modo, a antever e preparar um futuro melhor. Em outros termos, a crise é, neste sentido, exatamente a possibilidade de poder superar o próprio status de crise, ou as condições que levaram a ela. Habita em sua profundidade uma dimensão de abertura, de profunda positividade a ser fecundamente explorada.
            À passagem da situação aparentemente desesperançada de crise segue-se, portanto, a possibilidade da descoberta de sua positivação, à qual chamamos de crítica: outro termo maltratado pela tradição. Falamos normalmente, ao criticarmos algo ou alguém, em crítica “construtiva”, tomando mil cuidados para não melindrar suscetibilidades - como se o próprio exercício da crítica não fosse, em si, salutar e renovador, ao significar a superação da apatia negativista de um estado de crise. Neste sentido, crítica “destrutiva” não seria senão destruição pura e simples ou totalização violenta do real.
            A constatação destes dados nos dá oportunidade de explicitar o que entendemos normalmente por “filosofia”. À transmutação da crise em crítica temos chamado precisamente de filosofia: é quando o óbvio, em todos os níveis, perde sua naturalidade, sua rigidez opaca, sua neutralidade; é quando se percebe que o diferente pode efetivamente existir. Filosofia é crise, crise congênita à humanidade (lembremos que do nascimento à morte, individual e coletivamente, em qualquer instância considerados, somos exatamente o testemunho de uma ampla crise, ou se quisermos, somos a expressão de uma grande interrogação), uma grande crise que se positiva, em um esforço extremamente árduo, na construção da crítica ao longo do tempo ou, o que dá no mesmo, na construção-descoberta do sentido.
            Poder-se-ia, ainda, perguntar pelas razões de uma tão acentuada “negativização” de um termo potencialmente vivificador do real; responderíamos que é muito provável que, ao longo da história do pensamento como da história efetiva, tudo aquilo que se constituiu em perigo a uma determinada ordenação hegemônica de poder e de interpretação da realidade foi tão logo quanto possível rebaixado ao status de delírio ou loucura, neutralizado ou, em último caso, “demonizado”. Assim aconteceu na decadência do período clássico da filosofia grega, por exemplo, com os sofistas, ao demonstrarem de certa forma que os conceitos sagrados dos grandes metafísicos poderiam ser relativos; aos cínicos - “cães” - quando, com suas atitudes, demonstram faticamente outras possibilidades de viver uma vida conseqüente que diferia fundamentalmente daquelas sacralizadas pela polis; aos epicuristas, ao demonstrarem que o prazer poderia ser articulado a uma vida plena, em contraposição à ascese puramente intelectual dos sábios - e estes são apenas alguns contados exemplos de um movimento muito amplo. O que nos interessa, aqui, é perceber tal fato com relação a este conceito: crise. Quando a crise é suficientemente forte para potencializar uma completa rearticulação do sentido do real, ao transformar-se em uma crítica ampla, profunda e conseqüente, esta é muitas vezes negativizada pelo medo da transformação radical da compreensão do que seja o mundo - e assim se incorpora ao linguajar comum, aureolada da obviedade à qual exatamente, em sua origem, tinha vindo questionar.
            Mas acontece que estamos em tempos críticos. Este não é um conceito destilado simplesmente de um cérebro solitário, ao qual se poderia contrapor outros conceitos mais neutros e menos agudos; mas é a forma de dar inteligibilidade a uma situação de fato que, pensada embora, estabelece-se por assim dizer já antes do pensamento. A cada discurso se pode contrapor um anti-discurso ou contra-discurso: foi por não ter percebido este fato tão simples que tantas boas e edificantes idéias se perderam no limbo do indiferenciado. Mas aqui se trata de outra coisa: da simples sobrevivência da vida da terra e dos seres humanos. Utilizemos, para esclarecer esta idéia, apenas de um dado simples: a racionalidade hegemônica trata da terra - entidade finita - como se fosse infinita. Transformou-se a terra, espaço estritamente limitado, em almoxarifado pretensamente inesgotável de utilização de energia e transformação de bens, de produção desenfreada e de criação obsessiva de necessidades e preferências (transformadas em sinônimos!) em processo contínuo de obsolescência programada. O atual modelo de desenvolvimento global nada mais é do que um grande delírio totalizador, com potencial de arrastar à destruição, junto consigo, tudo o que não é ele[5].
            E é aí que nos encontramos. A qualquer espírito lúcido, tratar a presente crise como se não fosse máxima é temerário: pode não haver tempo para reaver posições. E, ao mesmo tempo, segundo a lógica acima apontada, desembocamos em um tempo especial, um tempo crítico ímpar, onde os fundamentos do real têm de ser incisivamente procurados, auscultados, levados a sério, re-inteligibilizados e - o mais importante - re-propostos em sua base compreensiva em direção ao melhor futuro possível. Trata-se de um passo corajoso, imenso e inadiável.
            Em outras palavras: ou transformamos a crise inigualável em que nos encontramos em uma crítica sem par em sua incisividade e profundidade, ou mergulhamos no buraco negro do indiferenciado que significa um lento e certeiro suicídio apenas adiado pela crença em promessas coloridas e viciadas ex origine pelo mesmo desencanto totalizador original que toma, precisamente agora, no desconcerto do frenetismo desvairado, uma feição tão absolutamente eloqüente[6].


Da totalização da história à história da totalização, e ainda além


“O cronista que narra os acontecimentos, sem distinguir entre
os grandes e os pequenos, leva em conta a verdade de que nada do
que um dia aconteceu pode ser considerado perdido para a história. Sem
dúvida, somente a humanidade redimida poderá apropriar-se totalmente de seu passado.
Isso quer dizer: somente para a humanidade redimida o passado é citável,
 em cada um de seus momentos. Cada dia vivido transforma-se numa
citation à l’ordre du jour - e este dia é justamente o do juízo final.”
Walter BENJAMIN[7]

            Neste contexto tão agudo, como fica a história? Obviamente, como conjunto de conhecimentos e articulação teórica de dados que se justapõem de forma cada mais rápida ao longo do século que finda, é exigida da história uma reflexão radical de seus próprios fundamentos - sob pena que a própria história seja tomada de roldão no movimento frenético de tempos auto e heterofágicos.
            Esta necessidade não é, em si, nenhuma novidade; pelo menos desde meados do século - e certamente, em circunstâncias isoladas, desde bem antes - tem crescido de forma contínua a consciência deste fato. A superação de historicismos idealizantes ou totalizantes, onde a história julga a realidade, por concepções mais atentas ao presente, onde a realidade julga a história - veja-se o famoso “puxar o freio de emergência”da história, de Benjamin - esta superação é um imenso passo adiante nas questões fundamentais da reconsideração do próprio sentido do estudo da história. Um “outro lado” aparece crescentemente na reflexão histórica mais lúcida, onde “nem só o que está escrito oficialmente realmente ocorreu. A história aprende, a duras penas, a ir além de si mesma, a dilatar os limites de sua consideração, a atingir perigosamente as fronteiras do estatuto consagrado de cientificidade, em um esforço monumental para, propriamente, mergulhar na sua maior consistência. Neste sentido, a crença felizmente crescente de que, evidentemente, a história não acabou - apesar da massa de vozes hegemônicas de pouco tempo atrás - abre todo um universo de sentido que questiona, mais uma vez, exatamente as condições que permitiram que uma assertiva tão disparatada tomasse ares de evidência absoluta. Parece-nos esta, hoje, uma tarefa histórico-filosófica de primeira grandeza, mais do que relevante, definitivamente decisiva para que nos aproximemos da compreensão dos tempos que correm.
            Sem avançar excessivamente, no presente contexto, na urgência desta questão - tarefa para os mais informados historiadores da cultura - é possível sugerir alguns passos que nos aproximem filosoficamente do núcleo do problema. O que acontece é que nunca, como no passado recente, uma estrutura de hegemonia e totalização se fez tão agudamente presente, invadiu tantos nichos da realidade com sua racionalidade agressiva, reduziu a pó contra-discursos ingênuos. Em outros termos, nunca, como há pouco tempo (e talvez estejamos de certa forma ainda perfeitamente mergulhados nesta situação) se fez na voz hegemônica do “fim da história” tão pouco história e tanta “historiografia”; nunca se tentou com tanto sucesso transformar dados em mutação em fatos mera e definitivamente corroborados; nunca se citou - em sentido benjaminiano - tão pouco a diferença; nunca se tripudiou tanto por sobre os “restos da história”, por sobre o Outro.
            E, não obstante, o Outro lateja, vive ainda: o tempo não acabou. Justamente porque a crise de paralisia foi imensa, imensa é a tarefa que ela propõe. A desmesurados desafios, desmesurada coragem. É porque se atingiu um ponto extremo na lógica da violência totalizante-hegemonizadora que uma extrema inversão da estrutura do sentido do real se deixa vislumbrar; é porque estamos, como já dito, nos extremos de uma dimensão civilizatória, que outras dimensões são estritamente concebíveis.
            Neste sentido, fazer história, hoje, significa, para nós, assumir a insegurança de uma situação de transmutação paradigmática, relendo o passado e o presente desde a dimensão, exatamente, de uma posição transicional - o que significará, também, assumir a explosão de certezas consagradas, sem a segurança de conceitos substitutivos. Se tal é extremamente difícil, na medida em que volatiliza as poucas certezas com que gostaríamos de poder contar e “dessolidifica” o terreno onde pisamos, é também extremamente necessário, pois é oportunidade de transposição de uma série de violentas cadeias do passado. Vivemos dolorosamente um fulcro temporal-civilizacional - é nossa a pesada responsabilidade de fazer amadurecer as sementes do ainda imprevisível.
            É possível que uma das vias privilegiadas de acesso a tal tarefa seja a superação definitiva de estruturas meramente matemáticas ou descritivas da temporalidade - o tempo “espacializado”, tempo “medida do movimento”, tempo feito conceito que tem sua origem no poder do logos grego - na direção de uma temporalidade propriamente humana, com sentido de realidade para além da violência da espacialização que conduz à possibilidade de paralisia definitiva.


Da neutralidade do tempo “espacializado” à temporalidade real


“Precisar de tempo significa: nada poder dispensar, ter de
esperar por tudo, ser, com o próprio, dependente do outro”
Franz ROSENZWEIG[8]

Na medida em que o tempo é concebido como objetividade física - ou como dimensão da subjetividade transcendental - abre-se a possibilidade de sua neutralização. A temporalidade, invisível mas verdadeira, que corrói o real na medida em que acontece, que se dá - esta temporalidade tem sido sempre o escândalo do pensamento ocidental. Pois o logos pretende chegar ao real; mas como fazer isso, se o real se desagrega com a passagem do tempo? Uma maçã real, hoje, abandonada a si própria, provavelmente não será senão pó daqui a pouco tempo.
            Há, portanto, de se tirar, do tempo, o intemporal: a isso se chama conceptualizar. Pois ainda que a maçã verdadeira desapareça, seu conceito permanece tão real como quando ela ainda era visível e palpável - o triângulo pensado por Pitágoras é exatamente o mesmo hoje; nada dele envelheceu ou desapareceu: está a salvo das vicissitudes do decorrer do tempo. O conceito retira do tempo o seu poder de desagregação; inclusive o conceito “tempo” não corresponde ao que o tempo realmente seja.
O conceito é uma arma poderosa do intelecto; suas maiores conseqüências são as ciências, sem as quais, hoje, com certeza não poderíamos viver. Mas o conceito não é a realidade, e sim a sua figuração - como o tempo marcado pelos relógios não é propriamente o tempo, mas, sim, sua representação visível. Da confusão entre estas duas dimensões nasce, em última análise, a efetivação e a justificação de praticamente toda violência e injustiça sobre a face da terra - inclusive contra a própria terra.
Humanizar o mundo, preservar a vida da terra, desneutralizar a história significam agora: deter a confusão que se estabelece entre conceitos intemporais utilizados por uma mentalidade hegemônica e (como vimos acima) auto e heterodestrutiva para a consecução de seus fins, e a temporalidade que, dando embora origem a conceitos, com eles não se confunde; pois é um atributo humano, e, como tal, não é nem mensurável nem controlável - exatamente como a vida.
É possível, agora, refinarmos ainda um pouco mais tal linha de idéias, proclamando uma “heresia” que nada mais significa do que o assumir intelectual da crise civilizatória tal como apresentada ao início deste texto; e a idéia chave é: esgota-se no presente a era da “Igualdade”, e irrompe no horizonte uma era da Diferença, com todas as imensas conseqüências que tal pode vir a significar.


Conclusões: da era da “igualdade” à vida da Diferença


“Louca pretensão ao invisível, no momento em
que uma experiência pungente do humano ensina, no século XX, que os pensamentos dos homens são conduzidos pelas necessidades, as quais explicam sociedade e história; que a fome e o medo podem ser os determinantes de toda resistência humana e de toda liberdade... É este adiamento perpétuo da hora da traição –ínfima diferença entre o homem e o não-homem – que supõe... o desejo do absolutamente outro ou a nobreza, a dimensão da metafísica”
Emmanuel LEVINAS[9]


            O levar a sério do tempo significa conceber a história como instância inadiável de decisão do futuro enquanto dimensão de julgamento do passado e do presente – ainda mais concretamente, em nossa situação epocal, em aprender a conviver com a precariedade do presente para prospectar a possibilidade da sobre-vivência.
            Uma tal atitude temerária exige a coragem de repensar a refundamentação da questão do sentido; e o sentido da realidade sobrevivente é a superação do sentido arruinado pelo passado enquanto totalização. O sentido do futuro é aquilo que o passado tem relegado ao lixo da história sob o nome de “sem-sentido”: não-ser, resto – o outro lado do real. Pensar a questão do sentido significa obrigar-se a pensar para além do poder retórico desta questão; significa reiniciar os circuitos de inteligibilidade do real sem que estes se emaranhem em nós tautológicos e insolúveis de conceitos grandiosos que servem geralmente para encobrir o que se dá em realidade, no dia-a-dia da vida que sobrevive. Nunca, como agora, pensar significou tanto tentar conhecer os limites do próprio pensamento e a abertura a uma instância de relação com a Alteridade, com o diferente que desborda todo o discurso auto-suficiente. A ética – o pensar das relações humanas reais que dá lugar ao agir humano real – é, certamente, a nova origem de compreensão pela pergunta pela origem da própria questão do sentido.
            A era da “igualdade” já deu seus frutos, alguns não pequenos – mas permanece em seu cerne a suspeita infinitamente recorrente de interesse com aspecto “desinteressado” e pretensamente “neutro” – afinal, em todos os lugares e circunstâncias, mesmo sob a égide sagrada da igualdade formal universal, alguns sempre têm sido, no mínimo, bem mais iguais que outros. Que a era da Diferença real, não mais escamoteada em diferença lógica – e muito menos em desigualdade social de qualquer tipo -, aponte para a fresta estreita que o futuro ainda nos reserva – e que sejamos dignos de encarar os desafios que esta inversão sem precedentes nos impõe a bem da preservação da própria possibilidade de pensar um futuro – um outro mundo, um outro tempo, uma outra vida: a vida da Alteridade.

2001



[1] 4. Tese do conjunto de escritos “Sobre o conceito de história”, in: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política, São Paulo, Brasiliense, 1987, p. 224.
[2] Para uma visão geral dos elementos historicamente relevantes daquilo que chamamos “século XX”, cf. HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos - o breve século XX, São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
[3] Devo esta observação sobre o questionamento da categoria “paradigma” ao professor Luiz Carlos Susin.
[4] Temos desenvolvido este tema do esgotamento de sentido da tradição que desemboca em uma situação de contemporaneidade perplexa com suas próprias contradições (que são as contradições da modernidade, mas que avançam muito além - ou aquém - dela) em vários artigos e, de uma forma ou outra, na totalidade de nossos livros até agora publicados.
[5] Cf. SOUZA, Ricardo Timm de. Totalidade & Desagregação - sobre as fronteiras do pensamento e suas alternativas, op. cit., especialmente o artigo “Alteridade e Ecologia - sobre a natureza totalizada e a Outra natureza”.
[6] Cf. nosso Ensaio “Derrota e Loucura – Sobre Mediocridade e Loucura, de H. M. Enzensberger e A derrota do pensamento, de Alain Finkielkraut”, in: SOUZA, R. T. O tempo e a Máquina do Tempo – Estudos de filosofia e pós-modernidade, Porto Alegre, EDIPUCRS, 1998, p. 81-94.
[7] 3. Tese “sobre o conceito de história”, in: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política, Op. cit., p. 223.
[8] “Das neue Denken”, cit. por SOUZA, Ricardo Timm de. Existência em decisão - uma introdução ao pensamento de Franz Rosenzweig, São Paulo, Perspectiva, 1999, p. 119.
[9] Cit. Por SOUZA, Ricardo Timm de. Sujeito, Ética e História... Op. cit., pp. 128-129.

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