6 SUJEITO, ÉTICA E HISTÓRIA - LEVINAS, O TRAUMATISMO INFINITO E A CRÍTICA DO PENSAMENTO OCIDENTAL



Capítulo III - A LINGUAGEM METAFENOMENOLÓGICA DO INFINITO E O MUNDO CONTEMPORÂNEO - APROXIMAÇÕES ECOLÓGICAS DE UMA CONCEPÇÃO ÉTICA DE MUNDO

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

O discurso levinasiano se caracteriza, muito conscientemente, por uma perspectiva claramente antropológica. O "humanismo do outro homem" está presente incisivamente em cada momento de seu pensamento, em uma tentativa madura de reabilitar o humanismo de origem judaica em uma forma ética, "pós-ontoteológica", sem receio da pulverização subjetiva estruturalista[1], depois que os modelos clássicos de humanismo ocidentais tiveram de se ver com seu fracasso nas cinzas de Auschwitz ou nas manchas no solo de Hiroshima. Assume assim a obra levinasiana uma grande importância exatamente agora, na contemporaneidade confusa e hipercomplexa, em que os seres humanos se vêem cada vez mais ameaçados de desaparecimento em meio às suas próprias obras e contra-obras, nos sistemas, estruturas e ideologias anônimos, em suas projeções e sonhos controlados desde fora, desde pontos de difícil localização. Este pensamento é também uma tentativa de estabelecer uma Antropologia por assim dizer "não-antropocêntrica", não "egóica", pelo abandono da liberdade burguesa enquanto fundamento de dignidade. A dignidade desta antropologia se funda no Outro e na indeclinável responsabilidade por este Outro.

A história do pensamento levinasiano é, assim, a história do intento de fundação de uma Antropologia ética, na qual a infinitude ética do Outro atua como idéia reguladora. A "dimensão da Alteridade" é aqui, talvez por vez primeira na história do pensamento do Ocidente, apresentada e descrita em toda a sua radicalidade. O situar-se às fronteiras da humana capacidade de pensar contribui para que o discurso filosófico se desdobre até a "condição do ouvir", sem que se perca em suas intenções, porque a Sinngebung heterógena é revivida em cada encontro humano verdadeiro; o Outro é reconhecido e potencial ou realmente aceito como negação viva à totalização. Tomar a Ética como filosofia primeira significa levar a sério esta negação.

É óbvio o sentido de um tal pensamento em um mundo cujas condições não permitem, aos mais lúcidos, nenhum tipo de alienação auto-justificante. Nesta direção se tem também a filosofia da Alteridade: em um reencontro com a práxis - na medida em que a pura e simples teorização do Outro, como já sobejamente visto, se auto-anula, e apenas a recepção efetiva da Alteridade contempla as intenções de uma tal filosofia. A diferença deste pensamento com relação a muitos outros consagrados é que este não se envergonha de se proclamar não-auto-suficiente, não chama a outros pensamentos, mas sim ao que está além de cada pensamento, à práxis da recepção da Alteridade. Não pode permanecer nem monológico, nem teórico. A discursividade da teoria serve à recepção da prática, e assim, contrariando o característico orgulho intelectual corrente, trata-se de um pensamento francamente disponível, embora não subserviente.

Tentou-se, nos dois primeiros capítulos deste trabalho, evidenciar sinteticamente alguns graves resultados a que se chega, caso se leve a sério o itinerário desta modalidade de pensamento da Alteridade. Em todos estes momentos, a referência repousou no espírito antropológico da construção levinasiana. Em nenhum momento o humanismo deixou de ser do Outro ser humano.

Trata-se agora de tentar explorar em medida incipiente a fecundidade já sugerida desta categoria filosófica a que se tem chamado Infinito ético. A estrita referência aos textos e ao modus operandi levinasiano é aqui abandonada, embora seu espírito e seu sentido permaneçam à vista, incisivamente presentes. A questão agora é perseguir o sentido geral do Infinito ético para a filosofia, ou seja, trabalhar com o dado corroborado da Ética estatuída em prima philosophia. Se tal é verdade, é verdade também que toda a realidade deve ser lida desde um tal prisma, ou seja, que o possível sentido da realidade repouse na ética, ou se dê eticamente, ou trespasse a mera "espessura ontológica" dos entes e do ser, à procura de um sentido ético para o ser e para os entes - e não apenas para o ser humano.

Um ponto de entrada possível para uma tal reflexão é a contemporânea e urgente questão ecológica. Pode ser, efetivamente, estabelecida uma discussão em torno da questão que tenha como base uma modalidade metafenomenológica de pensamento, ou seja, que discuta a "presença efetiva da Alteridade" no mundo da Ecologia, desde a perspectiva de uma compreensão ética do Universo. Assim, por "sentido geral do Infinito ético" se compreende, por um lado, uma determinada formalidade que, embasando-se no já exposto, estabeleça por sua vez as bases para um modelo hermenêutico alternativo para a compreensão não apenas da realidade antropológica, mas até mesmo do mundo "natural"; por outro lado, entende-se sob esta expressão também uma metaformalidade hermenêutica que evidencia a Natureza como Outra casa do Outro, como realidade cuja variedade e sentido só se dá, em sentido mais pleno, eticamente. Aqui deveria se tornar visível e inequívoco o núcleo de uma nova teoria do conhecimento[2].


2. PARA UMA ÉTICA DO ESPAÇO - ECOLOGIA, NATUREZA E O OUTRO ESPAÇO DO OUTRO[3]

 

Aqui será enfocada a dimensão espácio-temporal do mundo do Outro. Deve ficar evidente por si de como é inevitável uma catástrofe ecológica, caso a corrente compreensão simplesmente cosmo-ontológica do Universo não seja substituída por uma compreensão fundamentalmente ética.



2.1 A facticidade da espacialidade do ser humano e da natureza[4] - a idéia de uma pretensa Unidade entre ser humano e natureza


A idéia de que o ser humano e a natureza configuram ou deveriam configurar uma "unidade" acompanha a cultura desde tempos imemoriais. A argumentação, implícita na tradição ou explícita em modernos movimentos ecológicos, é a seguinte: o ser humano é um animal, embora com muitas particularidades; mas, como todo animal, está preso a inúmeras necessidades corporais. Para a satisfação destas necessidades, foi mais e mais reduzida a distância entre o humano e o não-humano. O ser humano principia seu domínio fático sobre a natureza. Ele violenta a natureza, sem perceber que esta é "parte" dele mesmo, e que ele é parte da natureza. Neste discurso é acentuado o dado de que a natureza, ameaçada pela catástrofe ecológica, somente seria "salvável", caso o ser humano a "sentisse" como a si mesmo. A aniquilação da vida da natureza é assim sua auto-aniquilação, assim como a de seus filhos e netos. A nostalgia de unidade incorrupta ser humano-natureza é assim o arquétipo desta argumentação, comum à maioria das boas intenções ecológicas.



2.2 O sofisma ontológico - Unidade totalizante como pretensa possibilidade da diversidade

 

Esta idéia aparentemente plausível de uma unidade ser humano-natureza contém todavia uma contradição que apenas se evidenciará após uma crítica desde uma perspectiva ética segundo o modelo da precedência da Alteridade absoluta do Outro.

"Unidade" deve ser compreendida neste discurso - dada a atual dispersão dos elementos - como unidade convergente, na direção do passado melhor e abandonado. Mas esta convergência não acontece por si mesma, e sim pré-definida desde um centro decisório: o ser humano determinante, quando de posse de seu poder determinador. Em uma análise subseqüente, a unidade posteriormente decorrente significará o resultado de uma determinação, dar-se-á como uma espécie de "síntese" cosmológica pré-determinada da variedade do cosmos, ou do universo, ou da natureza. Ainda que tal possa ser percebido como perfeitamente cabível e meritório, o que está por trás é a tentativa de efetivação de um sonho antigo, que não aparece neste processo e em suas justificativas. A decisão prévia decidiu, ainda que de forma perfeitamente "inconsciente", colocar o universo à disposição de quem decide, e esta decisão já está tomada, antes que os piedosos passos para sua consecução tenham lugar[5]. E esta não é uma questão da simples concepção ontológica do universo, mas, sim, esta concepção mesma. A completação de tal processo viria a totalizar a Totalidade de uma forma dialética, "espiralóide". Nada menos do que a tradução da lógica da Totalidade, não obstante todas as boas intenções[6].

O discurso ontológico da Ecologia é, assim, uma contradição em si mesmo, em cuja expressão se expressam também as bases que o sustentam, e que em uma hermenêutica não-ingênua não são mais do que as bases do que explicitamente pretende combater. Um só sangue corre pelas artérias de tudo o que vê, no ser pleno, a plenitude de toda realização possível; a questão da consciência ou não deste fato é perfeitamente secundária. O fato de que a realização plena da unidade ser humano-natureza só se pudesse propriamente dar neste sentido pela aniquilação da "Alteridade" da natureza como tal e a favor de uma Totalidade grandiosa e condescendente com "pequenos" crimes, este fato é magnanimamente desconsiderado por todo este discurso, pois a moldura ontológica na qual este discurso tem raízes e que é sua base última não tem espaço para uma tal questão.


2.3 A Alternativa ética - Natureza como mais do que realidade "unificável"


Como alternativa à pretensão unificante entre ser humano e não-ser humano, coloca-se em um primeiro passo a aproximação de duas realidades totalmente separadas. Nesta alternativa, o ser humano, como ser de-terminador, não pertence, em um sentido muito preciso, à Natureza.

A questão é: como pode uma tal relação ser concebida? Desde que perspectiva pode-se conceber possuir a Natureza também um estatuto de Alteridade tão forte que é capaz de se contrapor, por si e desde si, à unificação totalizante?

É necessário retomar a estrutura, já estudada, da categoria de Exterioridade. O núcleo desta categoria é a concretude do Outro, cuja Alteridade se manifesta ao não se integrar à lógica de totalização do ser.

Mas esta Alteridade do Outro não é uma categoria abstrata, que habite somente o mundo das idéias; ela é pura concreção presente e convidativa a um encontro ético, novo. Esta concreção constitui o fato da existência do Outro apesar de todas as dialéticas explicativas e sintetizantes da Totalidade. O outro possui, apesar de tudo - apesar da Totalidade - realidade; e esta realidade reluz desde fora de um um centro de decisão.

Onde está todavia este Outro, o qual não pode ocupar o mesmo espaço do Mesmo que decide (ou participaria, de certo modo, deste "Mesmo")? Pois a realidade ontológica densa do Mesmo não poderia tolerar algo em si - isto é, em seu lugar -que não fosse ela mesma ou um de seus infinitos reflexos. O locus specificum do Mesmo somente pode ser ocupado pelo mesmo; este espaço não é mais, enfim, do que a "ordenação espacial" da realidade do Mesmo. De outro modo expresso: a Totalidade só pode ocupar, enquanto tal, um espaço total, "totalitário", um espaço que sirva a seu desdobramento, um espaço de-finido por ela. O espaço no qual a Totalidade se desenvolve é a conquista original desta Totalidade mesma.

Mas a Natureza, enquanto se constitui como espaço virgem de desdobramento da Totalidade - onde ainda há espaços a conquistar, espaço totalitário apenas in potentia - não pertence à obviedade do tempo presente da Totalidade. A Natureza não é o Mesmo; a sua concretude não é sincronizada à concretude do Mesmo. A Natureza é não obstante concreta, em uma concretude ainda abstrata para a Totalidade presente, é outramente, irredutivelmente concreta.

Eis aqui uma intensa concentração categorial, a qual conduz finalmente a uma conclusão de difícil intelecção pela lógica onto-lógica sincronizante: a de que a Natureza é a espacialidade outra, original, não determinada, do Outro. Na natureza, no espaço ainda intocado pelas determinações do Mesmo, encontra o Outro um substrato real. Neste sentido - e apenas neste, e não naquele caro a Heidegger, em suas múltiplas variedades - pode-se considerar que o Outro "mora" na Natureza; a Natureza é, em uma primeira aproximação heterológica, uma base material, sobre a qual se erige a possibilidade de um encontro metafenomenológico apesar das fenomenologias naturais.

Neste momento, pode-se perceber uma quase convertibilidade teorética entre Natureza e Alteridade. Se a Natureza é o espaço próprio do Outro não despossuído de sua Exterioridade, tal só ocorrerá caso esta Exterioridade não se contamine por sínteses totalizantes que "habitassem", real ou potencialmente, a mesma casa; em outras palavras, caso também a Natureza seja, em si, Outra. A Natureza tende assim, teoreticamente, à Alteridade categorial, quando não se deixa submergir na indiferenciação totalizante.
Mas tal não é tudo. Na Ética, uma construção teórica é pura provisoriedade intelectiva. Só existe Ética na realidade incontornável dos atos e fatos. A teoria necessita ser, tão logo como possível, substituída pela vida real, ou se corre o risco de uma recorrência restauradora pré-ética.

Desta forma, na concretude estrita dos fatos metafenomenologicamente expostos, a Natureza não mais pode ser compreendida, desde o viés da categoria de Alteridade, como quase conversível com esta: ela é a necessidade absoluta desta convertibilidade mesma. A Natureza portanto, na qual a Alteridade do Outro "é", é apenas concebível em sentido o mais profundo e completo, quando de nenhuma forma concebível como cúmplice da Totalidade, ou seja, quanto também ela "é" Alteridade. O espaço do absolutamente Outro só pode ser assim concebido, em sentido estrito e de máxima coerência, como também absolutamente Outro. As relativizações, neste caso, não fazem senão o jogo da totalização e da neutralização do diferente.


2.4 Conclusão - reflexões sobre uma compreensão ético-metafenomenológica do Universo


O foco deste capítulo consistiu em mostrar de como a categoria de Infinito ético, em suas modulações diversas, extrapola por si mesma, desde parâmetros incontroláveis pelo Mesmo, qualquer "controlabilidade" de uma determinada dimensão da realidade; e tal não tem, como última motivação, apenas a preocupação da coerência teórica. É possível perceber como estas categorias éticas acabam por sugerir a ereção de um parâmetro metafenomenológico que subsidie uma "recepção" ética não apenas dos seres humanos, mas de toda e qualquer realidade, de todo o Universo - em uma epistemologia ética que apenas se anuncia, desde um horizonte literalmente desconhecido. A substituição da Ontologia pela Ética enquanto filosofia primeira significa também isto: preservar separações, respeitar o des-conhecido, responder à vocação do estranho.

Deixam-se assim todas as dimensões da realidade - ou cada realidade de cada dimensão - melhor compreender eticamente do que por esquartejamento ontológico. A ética é, neste sentido, uma forma de conhecimento, mas uma forma de conhecimento na qual o conhecimento não tem nem a primeira, nem a última palavra. Não apenas a Ecologia - como preservação ética fundamental da separação entre o Mesmo e a Espacialidade do Outro - se deixa compreender eticamente; cada perspectiva fenomenológica, base de todo conhecimento científico, se oferece como impulso a um patamar metafenomenológico de relação. O maior interesse não é mais desvelar a última das estrelas da última das galáxias, ou a menor das partículas subatômicas, ou a origem o Universo e da vida. O maior interesse é perceber e dar uma chance às relações entre as realidades. É muito possível que a maior concentração de realidade se dê onde a tessitura ontológica é mais tênue. E, assim, o próprio Universo assume uma outra feição: de campo infindo de mistérios a conhecer, assume o status de um palco universal, onde um drama ético se tem de desenrolar.


COMO CONCLUSÃO - A METAFENOMENOLOGIA COMO PRIMEIRA HORA DA HISTÓRIA ÉTICA




"Um sentido e, ao mesmo tempo, um peso.
Responsabilidade que não cessa, vigilância
e insônia. Espírito que circula em cada frêmito
da vida, que de todo cotidiano e menor palpitar da
existência faz um signo... como que 'feito para a infinitude'"[7]


Procurou-se inicialmente, neste trabalho, apresentar sinteticamente a gênese e os primeiros passos do conceito de infinito ético no pensamento de Emmanuel Levinas. Tal pesquisa se deu principalmente na discussão com a fenomenologia e a ontologia fundamental.

Em um segundo momento, investigou-se as linhas principais da possibilidade de compreensão do fato em que se constitui a provocação do Infinito ético ao sujeito e à história, e apresentou-se tal compreensão em termos metafenomenológicos.

No terceiro capítulo, tentou-se evidenciar que as categorias de Infinito ético e de Exterioridade portam com relação ao pensamento uma determinada fecundidade ética, a qual não se esgota nas interpretações correntes do pensamento levinasiano, mas abre um espectro de novas perspectivas para a compreensão do que se entende por "realidade" - ou "realidades".

Deveria valer aqui como síntese final: primeiro, que o Infinito ético - o qual não se confunde em nenhume hipótese com o Infinito cosmológico - se constitui na mais radical crítica da Totalidade vigente, constituindo-se simultaneamente em filosofia estrita, caso se entenda por filosofia uma crítica fundamental e não-neutralizável da Totalidade; segundo, que a categoria de Exterioridade, a qual se dá exemplificada na infinita proximidade da presença do Outro, não se esgota no choque com a Totalidade, e, sim, constitui-se em alternativa - talvez a última - para a construção da paz, através da multiplicação das possibilidades da recepção do Infinito ético; terceiro, que as raízes mais profundas dos medos da Totalidade devem ser localizadas na radical estranheza do infinitamente Outro e se consubstanciam, propriamente, como temor de um futuro propriamente futuro; e, quarto, que a realidade extrema da Totalidade vigente - da qual sistemas econômicos, políticos e sociais hegemônicos, que se alimentam da utopia de não ter mais utopias, não são mais do que epifenômenos - se dá em sua visceral incapacidade de recepção do Infinito, ou seja, de percepção consciente de seus auto-limites tautológicos, enraizados nos primeiros vagidos de uma direção cultural original não criticada suficientemente: Totalidade é tudo o que, de forma aberta ou oculta, intenta o aniquilamento da Alteridade do Outro, seja no processo lógico do pensamento, seja na ideologia do infinito progresso ou da infinita acumulação ou multiplicação do dinheiro como redenção da humanidade.

Apenas a disseminação da categoria de Alteridade ética em todas as direções e dimensões do mundo experencial humano, nos domínios da arte, da ciência e da cultura em geral, da história natural e da ecologia, do universo, do espaço e do tempo, poderia oferecer à humanidade uma esperança no futuro. Mas uma esperança ética.



BIBLIOGRAFIA

 

 

A l'heure des nations, Paris, 1988
Autrement qu'être ou au-delà de l'essence, Den Haag, 1974
De Dieu qui vient à l'idée, Paris, 1986
"De la conscience à la veille" in: Bijdragen 35(1974)
De l'evasion, Montpellier, 1982
De l'existence à l'existant, Paris, 1984
"De l'Un à l'Autre. Transcendance et Temps" in: Archivio di Filosofia 5(1983)
Difficile liberté, Paris, 1984
Du sacré au saint - Cinq nouvelles lectures talmudiques, Paris, 1977
En découvrant l'existence avec Husserl et Heidegger, Paris, 1974
Ethique et Infini, Paris, 1986
Hors sujet, Montpellier, 1987
Humanisme de l'autre homme, Montpellier, 1987
"Infini" in: Encyclopédie Universelle, Paris, Vol. 8, primeira ed. 1970, p.991- 994
L'au-delà du Verset, Paris, 1982
"La philosophie et l'éveil" in: Etudes Philosophiques 3(1977)
"La réalité et son ombre" in: Les temps modernes 3(1948)
"Le Moi et la Totalité" in: Revue de Métaphysique et de Morale 4(1954)
Le temps et l'Autre, Montpellier, 1979
"Liberté et commandement" in: Revue de Métaphysique et de Morale     58(1953)
"L'ontologie est-elle fondamentale?" in: Revue de Métaphysique et de Morale           56(1951)
Noms Propres, Montpellier, 1987
"Philosophie, justice et amour"(Entrevista) in: Concordia 4(1983)
Quatre lectures talmudiques, Paris, 1968
Sur Maurice Blanchot, Montpellier, 1979
Théorie de l'intuition dans la phénoménologie de Husserl, Paris, 1989
Totalité et Infini, Den Haag, 1971
"Totalité et totalisation" in: Encyclopédie Universelle, Paris, Vol. 16, primeira         public. 1973, p. 192-194
Transcendance et Intelligibilité, Genève, 1984
"Über die Idee des Unendlichen in uns" in: HENRIX, H. H. (Org.)          Verantwortung für den Anderen und die Frage nach Gott


LARUELLE, F. (Org.) Textes pour Emmanuel Levinas, Paris, 1980
Exercice de la Patience - Levinas, Paris, 1980
ROLLAND, J. (Org.) Les cahiers de la nuit surveilée - Levinas - 1984
HENRIX, H. H. (Org.) Verantwortung für den Anderen und die Frage nach Gott - Zum Werk von Emmanuel Levinas, Aachen, 1984
PREZZO, R. et alii. Aut-Aut - Levinas, Firenze, 1985
COHEN, R. (Org.) Face to face with Levinas, Albany, 1986
BERNASCONI, R.-WOOD, D. (Org.) The provocation of Levinas - Rethinking the Other, London/New York, 1988
RICOEUR, P. et alii, Répondre d'autrui - Emmanuel Levinas, Neuchâtel, 1989
Etudes Phénoménologiques - Levinas, Louvain, 1990
MAYER, M.-HENTSCHEL, M. (Org.) Levinas - Zur Möglichkeit einer prophetischen Philosophie, Giessen, 1990
BERNASCONI, R.-CRITCHLEY, S. (Org.) Re-reading Levinas, London, 1991
Les Cahiers de l'Herne - Levinas, Paris, 1991
Levinas - Filosofia e Trascendenza, Genoa, 1992
Levinas - Revista Veritas Especial, Porto Alegre, 1992
GREISCH, J.-ROLLAND, J. (Org.) Emmanuel Levinas - L'éthique comme   philosophie première (Colloque de Cerisy-la-Salle), Paris, 1993


ADORNO, T.-HORKHEIMER, M. Dialektik der Aufklärung, Frankfurt a.   M., 1984
AGUILAR LOPEZ, J. M. Transcendencia y Alteridad - estudio sobre E.       Lévinas, Pamplona, 1992
ARDILES, O. Descripción fenomenológica, Córdoba, 1987
ATTERTON, P. "Fault and Assymetry: Derrida's Reading(s) of Levinas,       Texto inédito, 1993
AGOSTINHO, Bekenntnisse, Frankfurt, 1987
AWERKAMP, D. Emmanuel Levinas: Ethics and Politics, New York, 1977
BACCARINI, E. Lévinas, Soggetività e Infinito, Roma, 1985
BAKIRDJIAN DE HAHN, S. "La idea de Infinito como 'Ethos' primordial: Levinas y Blondel" in: Stromata 42(1986)
BECKER J. Begegnung - Gadamer und Levinas - Der hermeneutische Zirkel und die Alteritas, ein ethisches Geschehen, Frankfurt/Bern, 1981
BENJAMIN, W. "Über den Begriff der Geschichte", in: Gesammelte Werke, Frankfurt a.M.
BERNASCONI, R. "Hegel and Levinas: the Possibility of Forgiveness and             Reconciliation" in: Archivio di Filosofia 54(1986)
BLEIENDAAL, H. L. K. Heidegger en Levinas over de Tijd (Tese de   Doutorado), Amsterdam, 1984
BLOCH, E. Geist der Utopie, Frankfurt a. M., 1985
BÖCKLE, F. Der umstrittene Naturbegriff, Düsseldorf, 1987
BOELLA, L. (Org.) Seminario, Letture e Discussioni intorno a Lévinas,        Jankelevitch, Ricoeur - Milano, 1988
BOUCKAERT, L. Emmanuel Levinas - Een filosofie van het gelaat, Leuven- Amersfort, 1983
..........................., Leren filosoferen. In dialoog met K. Marx, I. Illich, L.          Dupré en E. Levinas; Leuven, 1981
BRITO, J. H. S. "Levinas filósofo da Diferença" in: Revista Portuguesa de    Filosofia 41(1985)
BURGGRAEVE, R. "Il contributo di Emmanuel Levinas al personalismo     sociale" in: Salesianum 35(1973)
..............................., "La buona e la cativa coscienza nel pensiero di       Emmanuel Levinas" in: Salesianum 45(1983)
..............................., Mens en medemens - verantwoordlikheid en God - de              metafysische ethiek van Emmanuel Levinas, Leuven-Amersfoort, 1986
..............................., From Self-development to Solidarity - An ethical Reading        of human Desire in its Socio-Political Relevance according to E.          Levinas, Leuven, 1985
CASPER, B. "Illeité. Zu einem Schlüssel'begriff' im Werk von Emmanuel       Levinas" in: Philosophisches Jahrbuch 91(1984)
..................., "Zeit und Heil. Überlegungen zu Martin Heidegger und einigen    gegenwärtigen jüdischen Denkern" in: Archivio di Filosofia 53(1985)
CATESSON, J. "Sur une philosophie de l'inégal: Emmanuel Levinas" in:       Critique 21(1965)
......................., "Un penseur enraciné" in: Critique 9(1953)
CHALIER, C. Figures du féminin - Lectures d'Emmanuel Levinas, Paris,       1982
...................., "Patience à l'infini" in: Critique 35(1979)
...................., La perseverance du mal, Paris, 1987
CHANTER, T. From Time to Time: Levinas and Heidegger, New York(Tese          de Doutorado), 1987
CIARAMELLI, F. Transcendance et Ethique. Essai sur Levinas, Bruxelles,   1989
.........................., "Remarques sur religion et politique chez Levinas" in:          Veritas, 1994
.........................., "The circle of the origin - Levinas and the radical problem of          democracy", Conferência inédita, Boston, 1992
CIGLIA, F. P. Un passo fuori dall'uomo. La genese del pensiero di Levinas, Padova, 1988
CRITCHLEY, S. The Ethics of Deconstruction. Levinas & Derrida,          Oxford/Cambridge(USA), 1992
DE GREFF, J. "Lévinas et la phénoménologie" in: Revue de Métaphysique et         de Morale 76(1971)
......................, "Le concept de pouvoir éthique chez Levinas" in: Revue           Philosophique de Louvain, 68(1970)
....................., "Ethique, reflexion et histoire chez Levinas" in: Revue     Philosophique de Louvain 67(1967)
....................., "Le lontain et le prochain" in: Tijdschrift voor filosofie    31(1969)
....................., "Scepticisme et raison" in: revue Philosophique de Louvain      82(1984)
DE JONG, T. Het gelaat en het onzichtibare bij Emmanuel Levinas,      Nijmegen    (Tese          de Doutorado), 1975
DE RAEYMAECKER, L. "Het menselijk gelaat, uitdrukking van        transcendentie, naar de filosofische opvatting van E. Levinas" in:          Tijdschrift voor filosofie 32(1970)
DERRIDA, J. "Violence et métaphysique - Essai sur la pensée    d'EmmanuelLevinas" in: Idem, L'écriture et la difference, Paris, 1967
DE SANCTIS, G. B. "L'estetica di due fenomenologi: Levinas e Merleau-       Ponty" in: Rivista di Studi Crociani IX(1972)
DE VRIES, H. Theologie im pianissimo & Rationalität und Dekonstruktion -         die Aktualität der Denkfiguren Adornos und Levinas', Leiden (Tese de        Doutorado), 1989
DUSSEL, E. Para uma ética da libertação latino-americana, São Paulo, 1986
DUYNDAM, J. De meervoudiggheit van de mens als voorwaarde van ethiek -         een proeve van commentar op E. Levinas Le temps et l'Autre, Delft, 1984
ECO, U. Opera aperta, Milano, 1962
ESTERBAUER, R. Transzendenz-"Relation" - Zum Transzendenzbezug in    der Philosophie Emmanuel Levinas', Wien, 1992
FABRIS, A. "Parola e passione. Levinas e il problema del linguaggio nella     Letteratura critica più recente" in: Teoria XI(1991)
FERON, E. "Ethique, langage et ontologie chez Emmanuel Lévinas" in: Revue        de Métaphysique et de Morale 82(1977)
................., De l'idée de transcendance à la question du langage: itinéraire       philosophique de Levinas, Grenoble, 1992
FINKIELKRAUT, A. La sagesse de l'amour, Paris, 1984
FORTHOMME, B. "Structure de la métaphysique lévinasienne" in: Revue    Philosophique de Louvain 78(1980)
............................, Une philosophie de la transcendance - la métaphysique      d'Emmanuel Levinas, Paris, 1979
FUNK, R. Sprache und Transzendenz im Denken von Emmanuel Levinas -    Zur Frage einer philosophischen Rede von Gott, Freiburg/München, 1989
GEWAERT, J. "L'escatologia di Emmanuel Levinas" in Salesianum 32(1970)
GHIDINI, L. Dialogo con Emmanuel Levinas, Brescia, 1987
GIBBS, R. Correlations in Rosenzweig and Levinas, Princeton, 1992
GONZALES ARNAIZ, G. E. E. Levinas - Humanismo y Ética, Madrid,       1988
GOUD, J. F. Levinas en Barth - een Godsdienstwijsgerige en ethische   vergelijking, Amsterdam (Tese de Doutorado), 1984
GUIBAL, F. ...Et combien des dieux nouveaux - Emmanuel Levinas, Paris,    1980
GUILLOT, D. "Introducción" à tradução espanhola de LEVINAS, E. Totalité        et Infini (Totalidad e Infinito, Salamanca, 1977)
GUZZONI, U. Wendungen - Versuche zu einem nicht identifizierenden          Denken, Freiburg/München, 1982
HALDER, A. "Ontologie-Ethik-Dialogik - Zum Problem der        Mitmenschlichkeit im Ausgang von E. Levinas" in: Philosophisches    Jahrbuch 91(1984)
HAUCK, D. Fragen nach den Anderen - Untersuchungen zum Denken von    Emmanuel Levinas mit einem Vergleich zu Jean-Paul Sartre und Franz           Rosenzweig, Essen, 1990
HEGEL, G. W. F. Wissenschaft der Logik, Frankfurt a. M.
HEIDEGGER, M. Sein und Zeit, Tübingen, 1984
HUIZING, K. Das Sein und der Andere - Levinas' Ausseinandersetzung mit Heidegger, Frankfurt a. M., 1988
HUSSERL, E. Cartesianische Meditationen (Husserliana)
JANUSZKIEWICKZ, A. Separazioni e prossimità - Studio filosofico sulla   possibilità di una teoria della persona fondata sul metodo e sulle analisi          di Emmanuel Levinas, Roma (Tese de Doutorado), 1982
JEDRASZEWSKI, M. "Le relazioni intersoggetive nella filosofia di E.           Levinas", Roma (Excerpta ex dissertationem), 1980
KLEHR, F. J. (Org.) Den Anderen denken - Philosophisches Fachgespräch   mit Emmanuel Levinas, Stuttgart, 1991
KREWANI, W. N. "Endlichkeit und Verantwortung"in: LEVINAS, E. Die    Spur des Anderen. Untersuchungen zur Phänomenologie und    Sozialphilosophie, Freiburg/München, 1983
..........................., Emmanuel Levinas: Denker des Anderen, Freiburg, 1992
LARUELLE, F. et alii, Textes pour Emmanuel Levinas, Paris, 1980
LAVIGNE, J. F. "L'idée de l'infini. Descartes dans la pensée d'Emmanuel      Levinas" in: Revue de Métaphysique et de Morale 92(1987)
........................, "A propos du statut de la liturgie dans la pensée d'Emmanuel         Levinas" in: La maison-Dieu 169(1987)
LETZKUS, A. Emmanuel Levinas: der Versuch einer Neukonzeption von     Subjektivität aus fundamentalontologischer Perspektive, Tübingen        (Monografia inédita), 1989
LIBERTSON, J. Proximity - Levinas, Blanchot, Bataille and communication,         Den Haag, 1982
LUIJPEN, W. Introdução à fenomenologia existencial, São Paulo, 1973
MALKA, S. Leggere Levinas, Brescia, 1986
MARION, J.-L. L'Idole et la distance, Paris, 1987
MARTON, F. "Il desiderio dell'altro nel pensiero di Emmanuel Levinas" in:   Studia Patavina 17(1970)
MOSES, S. L'Ange de l'Histoire - Rosenzweig, Benjamin, Scholem; Paris,      1992
MURA, G. Emmanuel Levinas - Ermeneutica e "separazione", Roma, 1982
NIETZSCHE, F. Götzendämmerung, Frankfurt a. M., 1985
NOSRATIAN, K. Trauma und Skepsis. Nach Levinas, Berlin, 1992
OLIVIER, P. "L'être et le temps chez Emmanuel Levinas" in: Recherches de Science Religieuse 71(1983)
PAREYSON, L. Estetica - Teoria della Formatività, Milano, 1991
PEÑALVER GOMEZ, P. "Etica y violencia. Lectura de Levinas" in:    Pensamiento 36(1980)
PETITDEMANGE, G. "Emmanuel Levinas ou la question d'autrui" in:         Etudes (1972)
PETITDEMANGE, G. - ROLLAND, J. Emmanuel Levinas - Autrement que         savoir - Les Entretiens du Centre Sèvres, Paris, 1988
PETROSINO, S. La verità nomade - Introduzione a Emmanuel Levinas,        Milano, 1980
PEURSEN, C. "Philosophen der Kontingenz" in: Philosophische Rundschau           12(1964-1965)
PINTOR RAMOS, A. "Introducción" à tradução espanhola de Autrement     qu'être ou au-delà de l'essence (De otro modo que ser, o más allá de la      esencia, Salamanca, 1987)
PIVATTO, P. La relation a la transcendance dans l'oeuvre d'Emmanuel         Levinas, Paris (Tese de Doutorado), 1980
PLAT, J. "De mens en de oneindige ander bij Emmanuel Levinas" in:    Tijdschrift voor filosofie 26(1964)
POIRIE, F. Emmanuel Levinas - Qui êtes-vous?, Lyon, 1987
PONZIO, A. Soggeto e alterità - da Lévinas a Lévinas con un'intervista a       Lévinas, Roma, 1982
QUADRINO, A. Enigma della prossimità - tempo e alterità nel pensiero di    Emmanuel Levinas, Roma, 1987
RAPP, F. (Org.) Naturverständnis und Naturbeherrschung, München, 1981
REITER, J. "Der 'Humanismus des anderen Menschen': eine Einführung in   das Denken von Emmanuel Levinas" in: Theologie und Philosophie     59(1984)
ROLLAND, J. (Org.) Les Cahiers de la nuit surveillée - Levinas, 1984
....................., "Sortir de l'être par une nouvelle voie" in: LEVINAS, E. De      l'evasion
ROMBACH, H. Phänomenologie des gegenwärtigen Bewusstseins,      Freiburg/München, 1980
RONCHI, R. Bataille, Lévinas, Blanchot. Un sapere passionale, milano, 1985
ROSENZWEIG, F. Der Stern der Erlösung, Frankfurt a. M., 1988
RÖTZER, F. "Levinas" in: ................., Französischen Philosophen im Gespräch, München, 1987
ROUPE VAN DER VOOR, F. J. M. Intersubjectiviteit - Widerzijdse   begrenzing van de psicoanalise en de fenomenologie van Levinas, Delft   (Tese de Doutorado), 1991
ROVATTI, P. A. et alii, Intorno a Lévinas, Milano, 1987
SANSONETTI, G. L'altro e il tempo - la temporalità nel pensiero di E.          Levinas, Bologna, 1985
SCHWEMMER, O. (Org.) Über Natur, Frankfurt a. M., 1991
SIDEKUM, A. Ethik als Transzendenzerfahrung, Aachen, 1993
SIGNORINI, A. Percorsi della singolarità - Scritti sulla filosofia morale di     Emmanuel Levinas, Camerino, 1989
SMITH, S. The Argument of the Other - reason beyond reason in the Thought        of Karl Barth and Emmanuel Levinas, 1983
STRASSER, S. "Le concept de pouvoir éthique chez Levinas et son      imporetance pour la philosophie religieuse"in: Revue Philosophique de      Louvain 76(1978)
........................., "Ethik als erste Philosophie"in: WALDENFELS, B.    Phänomenologie in Frankreich, Frankfurt a. M., 1983
........................., Jenseits von Sein und Zeit - eine Einführung in Emmanuel    Levinas' Philosophie, Den Haag, 1978
........................., "Antiphénoménologie et phénoménologie dans la philosophie          d'Emmanuel Levinas" in: revue Philosophique de Louvain 75(1977)
STROLZ, W. "Philosophie für die Verantwortung für den Anderen - Eine     Einführung in das Denken von Emmanuel Levinas" in: Neue Zeitschrift     für systematische Theologie 30(1988)
SUDAR, P. El rostro del Pobre. "Inversión del Ser" y revelación "Más allá del         Ser" en la filosofía de Emmanuel Levinas - su resonancia en la filosofía        y teología de la liberación en Latinoamérica, Münster(Tese de      Doutorado), 1978
SUSIN, L. C. O Homem messiânico - uma introdução ao pensamento de        Emmanuel Levinas, Porto Alegre/Petrópolis, 1984
...................., A consciência moral como consciência primeira - uma      interpretação do pensamento de Emmanuel Levinas, in: SUSIN, L. C. - GUARESCHI, P. Consciência Moral Emergente, Aparecida, 1989
...................., "A Ética é a Ótica - reflexões sobre E. Levinas", texto inédito,   1991
TAURECK, B. Levinas zur Einführung, Hamburg, 1991
TAYLOR, M. C. Altarity, Chcago, 1987
TILLIETTE, X. "Il discorso lancinante di Emmanuel Levinas" in: La Civiltà           Cattolica 134(1983)
TIMM DE SOUZA, R. "Pequena crítica da crítica da razão prática" in:          Veritas 142(1991)
.................................., O infinito para além do infinito - estudo sobre a questão filosófica do Infinito de Emmanuel Levinas e seu sentido para a     filosofia contemporânea, Porto Alegre (Dissertação de Mestrado), 1991
.................................., "Reflexões sobre a questão do sofrimento a partir de   Emil Cioran e Emmanuel Levinas" in: Veritas 147, 1992
TREZIAK, H. Die konkrete Intentionalität der Exteriorität - Untersuchung    zur Apriori-Struktur der Intersubjektivität nach Emmanuel levinas,       München (Tese de Doutorado), 1975
VALEVICIUS, A. From the other o the totally Other - the religious      Philosophy of Emmanuel Levinas, New York/Bern/Frankfurt/Paris, 1988
VASEY, C. "Le problème de l'intentionalité dans la philosophie d'Emmanuel          Levinas"in: Revue de Métaphysique et de Morale 85(1980)
VASQUEZ MORO, U. El discurso sobre Dios en la Obra de E. Levinas,       Madrid, 1982
VILA-CHÃ, J.J.M. "Heteronomia e sentido - uma abordagem da meta-         ontologia em Emmanuel Levinas" in: Revista Portuguesa de Filosofia 42(1986)
WEBER, E. Verfolgung und Trauma - Zu E. Levinas' Autrement qu'être,       Wien, 1990
WENZLER, L. Das Antlitz, die Spur, die Zeit - Zeitlichkeit als Struktur und als Denkform des religiösen Verhältnisses nach E. Levinas, Freiburg i.      B. (Tese de Habilitação), 1987
........................, "Zeit als Nähe des Abwesenden - Diachronie der Ethik und    Diachronie der Sinnlichkeit nach E. Levinas" in: LEVINAS, E. Die Zeit       und der Andere (Traduçao alemã de Le temps et l'Autre), Hamburg,   1989
WIECKZORECK, K. "Die Frage nach der Ursprünglichkeit der Ethik bei     Emmanuel Levinas", Texto inédito, Freiburg i. B., 1991
WIEMER, T. Die Passion des Sagens - Zur deutung der Sprache bei     Emmanuel Levinas und ihrer Realisierung im philosophischen Diskurs,    Freiburg/München, 1988
WISCHOGROD, E. Emmanuel Levinas - The Problem of the ethical    Metaphysics, Den Haag, 1974
WOHLMUTH, J. "Schöpfung bei Emmanuel Lévinas" in: Zeitschrift für       katholische Theologie 114(1992)

 



[1]"Sujeito" e "subjetividade" têm para Levinas, como é fácil perceber, sentidos totalmente diversos daqueles de uma tradição idealista-ocidental, a qual é criticada por ele. Assim, sem que se entre no mérito da pertinência ou não da crítica de índole estruturalista à tradição ocidental subjetivista, percebe-se que esta crítica passa de largo por estas categorias "levinasianas" que têm em comum com a tradição praticamente só a denominação. Cf. A obra fundamental Autrement qu'être ou au-delà de l'essence, sobre a reconstituição da subjetividade ética.
[2]Tem-se bem presente, aqui, a conhecida crítica de Levinas aos processos "pagãos" de divinização ontológica e idolatrização da Natureza. Naturalmente toma a discussão, no sentido aqui proposto, uma direção completamente diferente. A Ética já é, implicitamente, o fundamento último da realidade, embora não se tenha explicitado, ainda, de tal forma. Deste modo, já é a Ética fundamento, seja da Natureza, seja da Ecologia. Não se substituirá o ser humano pela "natureza", nem se construirá ídolos mortos, senão que se levará a sério o imperativo ético anterior a estas possibilidades, e que as afasta a priori.
[3]Reinhold Esterbauer apresenta, em seu livro Transzendenz-"Relation" - Zum Transzendenzbezug in der Philosophie Emmanuel Levinas', em um sentido algo diferente, uma crítica da "falta de feições"(Antlitzlosigkeit) do mundo e da natureza no pensamento levinasiano. Cf. ESTERBAUER, R., Op. cit., 231-232.
[4]Sem que se entre em infindáveis discussões técnicas sobre o "controvertido conceito de Natureza"(Cf. Böckle, F. (Org.)Der umstrittene Naturbegriff), significa "natureza, aqui, apenas o lugar concreto e vivo da vida em todos os seus desenvolvimentos, ou seja, prévio a determinações onto-lógicas. Implícita já está, porém, a interação "natureza-cultura".
[5]Veja-se a respeito: "grenzenlos (die) Natur zu beherrschen, den Kosmos in ein unendliches Jagdgebiet zu verwandeln, war der Wunschtraum der Jahrtausende" (ADORNO, T.-HORKHEIMER, M. Dialektik der Aufklärung, 285).
[6]Também de boas intenções se alimenta a Totalidade; e destas boas intenções está a Totalidade repleta. O que se tem, agora, é um parâmetro comparativo para que se perceba sobre que base real se movimentam estas boas intenções, e qual seu curso natural real.
[7]MOSCATO, Alberto. "Semantica della trascendenza. Note critiche su E. Levinas", in: MOSCATO. A. (Org.)Levinas. Filosofia e trascendenza, 78.

Postagens mais visitadas